Em Encontro Nacional do MPS, Carlos Siqueira defende “firmeza” dos socialistas para resistir ao governo Bolsonaro

O presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, disse que não deve haver hesitação diante do quadro político atual de radicalização por parte do presidente da República Jair Bolsonaro. “Diante de certo quadro político a gente não pode titubear, não pode ter meio-termo, ou você está de um lado ou de outro. Bolsonaro fez questão de…

“Não pergunte o que o partido pode fazer por você, mas o que você pode fazer pelo partido”

ACILINO RIBEIRO – Secretário Nacional do Movimento Popular – MPS\PSB

A Direção Nacional do Movimento Popular Socialista, por maioria de seus membros após ouvir a Comissão Executiva Nacional, o Conselho Nacional de Secretários Estaduais, a Coordenação Nacional dos Núcleos de Base e tendo sido ratificado a decisão destes pela Plenária Nacional do MPS, formado pelos órgãos de deliberação antes citados, afirma:

Diante das especulações de que está em gestação em setores do PSB, não alinhados com suas posições históricas, movimentações para impedir o partido de tomar uma posição quanto a eleição presidencial, preferindo a cômoda “posição” da neutralidade, e impedir o apoio a uma das duas candidaturas viáveis no momento e que melhor representam a maioria do partido, que seria uma escolha democrática entre o PT ou o PDT, representadas pelas candidaturas de LULA e CIRO, levamos ao conhecimento de nossa militância, após uma análise profunda dos fatos a seguinte posição deliberada e aprovada por sua maioria:

01. Apoio total e irrestrito a posição do Presidente Nacional do PSB, Carlos Siqueira, reafirmando o que disse ao declarar que: “O País está em uma crise política, social e econômica sem precedentes. Aí nós vamos dizer que estamos neutros? Que partido é esse? Eu não reconheceria o PSB se ficasse neutro. Isso não seria PSB, mas uma casa de interesses pessoais”. Assim, não podemos ficar neutro, pois a crise que se instalaria seria dentro do próprio partido. E seria uma crise profunda, de identidade. E mais que isso. Uma crise moral. De falta de responsabilidade para quem se dispõe a dizer que é socialista. E socialista tem lado. A pátria e o povo. E nossa militância além disso tem outra qualidade. Coragem. De ir ás ruas e as redes defender suas posições, imbuída do propósito de tornar o PSB o maior partido de massa desse país, e a alternativa que o Brasil precisa nesse momento histórico.

02. Respeitando as diversas considerações e o debate democrático que se dá, o que deve ser feito até sua exaustão política, reafirmamos nossa posição de apoio a uma candidatura presidencial de esquerda, não necessariamente do PSB, mas de caráter progressista, que defenda nossas propostas, e que se manifeste na defesa do interesse nacional, do Estado Democrático de Direito, na manutenção das conquistas sociais e econômicas dos últimos 13 anos e contra o golpe institucional – midiático – jurídico – policial implementado em 2016 e que se tornou uma ditadura terrorista a serviço do imperialismo e das forças mais reacionárias e fascistas infiltradas nas instituições nacionais em nosso país.

03. Entendemos que ficar neutro é compactuar com a omissão política, com o servilismo humano, com o imperialismo globalizante e os interesses pessoais e mesquinhos de quem não toma posição partidária e apenas defende interesses meramente eleitoreiros.

04. Entendemos que neste momento crucial da história política do Brasil o PSB não pode se omitir de tomar uma posição. Razão pela qual fomos o primeiro segmento social a defender a candidatura própria. Porém, diante de toda história que já se conhece e que culminou com a não apresentação desta, passamos a defender uma candidatura da esquerda, que una o campo progressista e construa uma Frente Partidária de Esquerda, Ampla e de Unidade Popular, mesmo que não seja filiada ao PSB, mas que venha a unir a esquerda e o Brasil. E nos ajude a eleger uma bancada significativa de parlamentares federais e estaduais que sejam a base de apoio aos nossos governadores, os quais defendemos também se construa uma alternativa política para acordos republicanos e participativos, que os conduza a vitória em seus estados e possam bem continuarem o trabalho político e o desenvolvimento de ações como já o fazem os governadores atuais do partido os quais prestamos nosso total apoio para articularem suas reeleições, considerando serem estes as referências que temos para o fortalecimento de nosso partido e um futuro promissor do PSB.

05.  Desta forma e diante da miséria, da fome, da violência, da corrupção, do entreguísmo e do terrorismo que se implantou no Brasil pós golpe, reafirmamos nossa posição contra essa pretensa, cômoda e prejudicial “neutralidade”, que somente permitirá negociações no varejo e de interesses localizados, sem se respeitar o Estatuto do partido como um todo, onde diz que o PARTIDO deve conduzir com transparência as negociações políticas e não através de grupos ou setores em defesa de interesses próprios. Apoiar a “neutralidade” ou apresentar “candidatura própria ou laranja” conforme denunciou a própria imprensa neste momento do jogo eleitoral é negar a história de luta na construção do socialismo e de tudo que construíram Miguel Arraes e Eduardo Campos e tantos outros companheiros que merecem nosso respeito e admiração.

06.   Neste momento, seja o escolhido o candidato do PT ou PDT, será com ambos ou com um dos dois que devemos caminhar no primeiro e no segundo turno para derrotar o nazi-fascismo em ascensão no país sob a proteção dos setores entreguistas, antinacionais e midiáticos do país. LULA e CIRO representam hoje a esmagadora maioria de simpatizantes do PSB, e a hegemonia da esquerda, e o MPS se soma a essa posição para juntos, com um ou com outro, ou com ambos, no primeiro e\ou no segundo turno, reconstruímos o Brasil e trazer o PSB de volta ao polo histórico do qual se afastou, retornou e agora querem lhe desviar. Mas não deixaremos passar.

07. Assim conclamamos toda militância do MPS, dos demais segmentos sociais e do PSB como um todo, as forças suprapartidárias aliadas do Movimento Popular Socialista, a defender a posição política adotada pelo presidente nacional do partido, Carlos Siqueira e a maioria dos membros do partido em todo o Brasil, como nossos governadores que tomaram uma posição e escolheram um lado, de apoio a uma candidatura presidencial, demonstrando compromisso partidário e assim merecendo nosso respeito, por isso pedimos a todos que compareçam dia 05 de agosto a Brasília e divulguem esse documento em seus municípios na defesa de uma candidatura presidencial.

08.    Seja Lula ou Ciro. Ou mesmo Manuela ou Boulos, o que queremos é uma POSIÇÃO. Neutralidade é omissão. E o MPS está à vontade para votar e apoiar essa deliberação.

Em Brasília – DF 31 de julho de 2018.

ACILINO RIBEIRO – Secretário Nacional

Movimento Popular Socialista p\Direção Nacional do MPS \ PSB

Por uma candidatura presidencial.

Com PT ou PDT: Venceremos.

O que queremos é uma posição. Neutralidade é omissão.

 

Por um PSB de Quadros e de Massa. E um MPS, nas ruas e nas redes.

Construir o Poder Popular. Implantar a Democracia Direta. O Povo Vencerá.